O crítico de cinema Roger Ebert, conhecido por suas opiniões fortes, fez uma avaliação do filme “Thor” de 2011 que, para muitos fãs da Marvel, errou o alvo em um ponto específico. Em sua análise, Ebert deu ao filme apenas 1,5 de 4 estrelas e descreveu o longa como um fracasso como filme, mas um sucesso como marketing.
Na crítica, Ebert afirmou que o roteiro e os personagens, incluindo o próprio Thor, eram superficiais. No entanto, foi sua descrição do personagem Loki, interpretado por Tom Hiddleston, que se mostrou particularmente equivocada com o tempo. Ebert escreveu que Loki era “tristemente carente de carisma” e que sua revelação como vilão era previsível, perguntando se alguém se lembraria do personagem seis minutos após o filme terminar.
A história mostrou que Ebert estava errado. O Loki de Hiddleston se tornou um dos personagens mais amados do Universo Cinematográfico Marvel. Diferente da versão dos quadrinhos, que era um trickster puramente malicioso, o Loki dos filmes foi apresentado como um vilão simpático, motivado pela busca de aprovação de seu pai, Odin, e pelo sentimento de ser preterido em favor de seu irmão Thor.
A revelação de que Loki era, na verdade, um Gigante de Gelo de Jotunheim, adotado por Odin, aprofundou sua tragédia pessoal. Sua jornada de queda em desgraça foi considerada mais complexa do que o arco de aprendizado de humildade de Thor. O personagem ganhou ainda mais destaque em “Os Vingadores” (2012), onde Hiddleston mostrou sua versatilidade ao interpretar a megalomania do vilão.
O sucesso de Loki foi tão grande que o filme seguinte, “Thor: O Mundo Sombrio” (2013), foi reescrito para dar mais tempo de tela ao personagem. Em 2021, Loki ganhou sua própria série de televisão, consolidando seu status como um dos personagens mais marcantes do estúdio, algo que a crítica de Ebert, feita há mais de 15 anos, não previu.