Por Giovana Ramalho Lacerda, estudante do Prep Program 2025
Quando penso neste ano de application, não consigo pensar em apenas um aspecto que o defina. Esse período é repleto de autoconhecimento, mas também é marcado pela pressão e medo. Essa experiência realmente mudou a forma como vejo a mim mesma, afetando não só a minha vida acadêmica, mas também contribuindo para meu crescimento pessoal.
Fazer parte do Prep Program foi super importante para mim. Essa experiência trouxe não só amigos, mas também apoio e conforto. Os mentores sempre estão prontos para ajudar e isso fez toda a diferença. Lembro de um dia específico que estava confusa com meu Personal Statement. Meu advisor entrou em contato com o time do Prep e eles analisaram meu texto com cuidado, me dando a orientação necessária. Quando fiquei nervosa com minha nota do SAT – um teste importante para universidades fora do Brasil –, também compartilhei minha preocupação com o Prep team. Eles não só me forneceram estatísticas úteis, mas também me ajudaram a relaxar.
Em relação às redações, percebi que ser espontânea é uma ótima maneira de mostrar quem eu sou. Muitas vezes, eu me preocupava em revisar minha redação várias vezes, achando que precisava deixá-la perfeita. Mas, na verdade, o que importa mesmo é que as escreções refletem minha voz e minha personalidade, e não se tornem um texto formal. Com o tempo, as minhas redações foram se tornando mais naturais, e eu consegui me enxergar ainda mais nelas.
O SAT também me ajudou a me desenvolver muito. Para mim, essa prova foi como levantar e cair diversas vezes. Eu venho estudando desde julho de 2024, até durante as férias. Apesar de me dedicar diariamente, no começo não conseguia melhorar minha nota. Fatores como o estilo de prova, a pressão do tempo e o fato de tudo estar em inglês realmente influenciaram meu desempenho. Depois de algum tempo, percebi que a pressão estava me atrapalhando bastante.
Eu não conseguia explicar bem, mas fazer o SAT me deixava desconfortável, não como um desafio, mas como algo incômodo. Acumulei muita angústia com a prova. Cheguei a acordar às 3:30 da manhã para conseguir responder um número alto de questões. Tinha dias em que saía das aulas do SAT à meia-noite e logo começava meus estudos para a escola. Percebi que estava colocando muita pressão sobre a prova, quando havia várias outras atividades em que me destacava, como feiras de ciências e debates. Por que eu estava dando tanto peso a uma única prova?
No começo dos estudos para o SAT, cometi um erro grande: deixei de lado algumas atividades que realmente amo. O processo de application é dinâmico e cheio de coisas diferentes. Às vezes, eu estava estudando SAT, mas em outras, escrevendo redações criativas. Aprendi a importância de manter essa diversidade, pois isso me ajudou a ter um desempenho melhor na prova.
Agora, o grande desafio passou a ser conciliar o estudo para o SAT com a escola, as redações criativas e outras pesquisas. Apesar disso, a alegria de participar de atividades variadas me fez perceber que o equilíbrio é fundamental para alcançar nossos objetivos. Fazer diferentes atividades não só exercita várias áreas do cérebro, mas também me ajuda a ser mais espontânea durante os dias carregados.
Neste ano de application, que também é meu último ano de preparação para o ENEM e para conseguir uma média escolar (GPA) boa, percebi como meus projetos estão conectados comigo. A saudade das atividades que diminui a participação me fez notar essa conexão profunda. Sob pressão e com realizações sobre como me sinto em relação ao que faço, comecei a cobrar menos de mim mesma.
Descobri que não preciso me exigir tanto. Mesmo com metas, posso fazer minhas atividades de uma forma mais leve. Para quem está passando ou quer passar pelo processo de application, meu conselho é evitar que a autocrítica afaste você das atividades que te fazem feliz. Equilibrar as demandas é crucial. A linha entre se dedicar muito e acabar se sobrecarregando é fina, mas dá para encontrá-la.
Não tenha medo de experimentar novas rotinas e mudar seus hábitos, caso sinta que isso te ajudará. Preocupe-se em aproveitar e aprender com o processo!
Desejo o melhor para todos vocês e vou estar torcendo!
Giovana
Giovana é uma estudante de Salvador, com 17 anos, atualmente no terceiro ano do ensino médio. Sua vontade de estudar fora surgiu cedo e, desde o nono ano, participa de Simulações das Nações Unidas, com experiência em cerca de 40 conferências. Ela também se dedica à pesquisa científica, estudando como as redes sociais afetam os jovens. Seu objetivo é cursar Ciência Política e defender o acesso ao esporte.