Valentín Barco nasceu no dia 23 de julho de 2004 em 25 de Mayo, província de Buenos Aires. Desde pequeno mostrou algo especial. No campinho e depois nas categorias de base do Boca Juniors, seu jeito de jogar sempre chamou a atenção: ousado, técnico e com uma personalidade que não costuma ser comum na sua idade. Enquanto outros aprendiam a não errar, ele aprendia a tentar.
Sua estreia no time principal foi o começo de algo maior. Com o tempo, deixou de ser uma aposta para se tornar uma realidade. Pode jogar como lateral esquerdo ou um pouco mais adiantado, mas sua essência não muda: pede a bola, parte para cima e busca sempre ir para frente. Não se esconde, mesmo em partidas importantes. Pelo contrário, parece se sentir mais à vontade.
Em um futebol europeu exigente, onde a pressão pesa, Barco joga como se ainda estivesse no bairro. Essa naturalidade o levou a entrar rapidamente na consideração geral e também a começar a olhar mais adiante. Porque quando um jogador se destaca, o salto é questão de tempo.
Seu crescimento não passou despercebido pela Seleção Argentina de futebol. Em um processo que combina experiência com juventude, seu nome começou a aparecer como parte dessa nova geração que busca manter o nível de uma equipe que vem de tocar a glória. Compartilhar esse espaço, mesmo que nos primeiros passos, já marca o lugar aonde ele pode chegar.
O Colo não só joga bem, transmite algo diferente. Tem aquela cara de pau que entusiasma, que conecta com as pessoas. Cada vez que arranca pela banda esquerda, há uma sensação de que algo pode acontecer. E em um esporte onde muitas vezes tudo parece previsível, isso vale mais do que qualquer estatística.
O defensor que escolheu sua bandeira
Armando Obispo não é um caso comum dentro do futebol europeu. Defensor central de 27 anos, canhoto e formado inteiramente na base do PSV Eindhoven, seu percurso segue o molde clássico neerlandês: técnica, leitura de jogo e saída limpa desde a defesa. No entanto, sua história teve uma virada decisiva quando em 2025 optou por representar Curaçao internacionalmente, uma decisão que não só redefiniu sua carreira, mas também seu lugar no mapa do futebol global.
Nascido nos Países Baixos, Obispo cresceu dentro de um sistema que prioriza o jogo associado e a construção desde a defesa. Esse DNA se reflete em seu estilo: não é um zagueiro de afastamento urgente, mas um que pensa antes de executar. Seu perfil canhoto, acompanhado por uma boa precisão de passe, o torna uma via constante de saída para suas equipes. No PSV, clube com o qual tem contrato até junho de 2027 e onde estreou profissionalmente em 2018, se consolidou como uma peça importante na rotação defensiva, mantendo um lugar competitivo tanto na Eredivisie quanto no cenário europeu.
Sua carreira também incluiu uma breve passagem por empréstimo pelo Vitesse Arnhem, experiência que lhe permitiu somar minutos e se adaptar a diferentes contextos de jogo. No entanto, foi em Eindhoven que ele terminou de construir sua identidade futebolística: um defensor confiável, sem estridências, mas sustentado na regularidade. “Sempre tentei ser um jogador que traga clareza desde trás, não só defender mas também jogar”, resume em uma frase que define seu estilo e sua forma de entender a posição.
O ponto de inflexão veio com sua decisão internacional. Após completar a mudança de federação em 2025, Obispo foi convocado pela primeira vez em setembro daquele ano e rapidamente se tornou o zagueiro central esquerdo titular de Curaçao. Seu impacto foi imediato. Com a camisa 18, assumiu um papel de destaque em uma equipe que conseguiu uma classificação histórica para a Copa do Mundo de 2026, terminando invicta na fase decisiva das eliminatórias.
Durante esse processo, foi titular em partidas-chave e fez parte de uma defesa que sofreu apenas um gol, um dado que reflete a solidez coletiva mas também seu peso individual dentro da estrutura. Sua presença organizou a última linha e trouxe experiência em momentos determinantes. Além dos resultados, sua liderança o posicionou como uma das figuras principais da seleção.
Em seu presente, Obispo atravessa uma etapa de maturidade esportiva. Na temporada 2025-26, soma minutos tanto na liga neerlandesa (onde disputou 17 partidas e marcou dois gols) quanto na Liga dos Campeões da UEFA, competição na qual participou de seis jogos com uma precisão de passe de 92%. Mesmo após uma lesão sofrida em abril de 2026 durante um aquecimento, conseguiu se recuperar e voltar a ser considerado nas convocações recentes, reafirmando seu lugar no time.
Com a Seleção de Curaçao, seu papel segue firme. Sob o comando técnico de Fred Rutten, continua sendo uma peça central na defesa e um dos líderes do grupo que enfrentará o maior desafio de sua história: a estreia em uma Copa do Mundo. Nesse contexto, sua experiência no futebol europeu aparece como um ativo-chave para manter a competitividade da equipe.
A história de Armando Obispo não foi construída a partir do impacto imediato, mas sim da constância e da tomada de decisões em momentos precisos. Na escolha de sua bandeira e na consolidação de seu jogo, encontrou um caminho próprio. Hoje, com um presente sólido e um desafio global pela frente, seu perfil transcende o individual: é parte de uma geração que busca deixar uma marca duradoura.
Mousa Al-Tamari, o jogador da Jordânia que pode preocupar a Argentina
Al-Tamari começou sua carreira esportiva no Shabab Al-Ordon Club de seu país em 2016 e deu o salto para a Europa com o Apoel de Nicósia da Primeira Divisão de Chipre em 2018. Começou a se destacar e foi apelidado de “O Messi Jordano”. Depois de dois anos, seu talento o fez mudar de clube para o OH Leuven, na primeira divisão da Bélgica. Após três anos lá, decidiu ir para o Montpellier da França: no total, marcou 7 gols em 43 partidas antes de se despedir em 2025 para ir onde joga atualmente, o Stade Rennes.
Al-Tamari estreou na seleção da Jordânia em 31 de agosto de 2016 em um amistoso contra a seleção do Líbano. Por seu país, tem 74 partidas, fez 23 gols e deu 14 assistências. Foi um dos artífices da façanha de sua seleção na Copa Asiática de 2023. Marcou dois gols contra a Malásia na primeira rodada do grupo E. Depois, nas semifinais, marcou um gol contra a Coreia do Sul para permitir que sua seleção se classificasse pela primeira vez à final do maior torneio da Ásia.
Aos 28 anos, tem um futuro interessante. Embora tenha explodido seu talento com o passar dos anos, hoje está em seu melhor momento; nesta temporada jogou 29 partidas, marcou 5 gols e somou a mesma quantidade de assistências.
Mousa Suleiman Al-Tamari mede 1,78m e pesa 72 quilos; seu corpo permite que ele seja ágil e se infiltre em espaços reduzidos, sua especialidade. Nasceu em 10 de junho de 1997 em Amã, Jordânia. Mousa cresceu em uma família de classe média. Desde muito jovem, seu ambiente familiar foi o pilar que sustentou sua carreira, especialmente em um país onde chegar às grandes ligas europeias parecia um sonho inalcançável.
Al-Tamari é conhecido por ser um obcecado por treinamento. Seus companheiros e treinadores costumam destacar que ele é dos primeiros a chegar e dos últimos a sair. É provável que, se tiver algum luxo em sua casa, seja um…