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Economia

Quanto ganha um leiloeiro: comissão de 5%, volume, custo e o que sobra

Quanto ganha um leiloeiro depende do volume vendido, não de salário: a comissão é de cinco por cento sobre cada lance, e o que sobra varia de quase nada, sem comitentes, a milhões, com contrato de banco.

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quanto ganha um leiloeiro

Numa tarde de pregão com quarenta carros, o leiloeiro fechou um milhão e duzentos mil reais em lances e saiu com sessenta mil de comissão na conta. Na semana seguinte, sem lote nenhum para vender, saiu com zero. As duas cenas são a mesma profissão.

É por isso que a pergunta quanto ganha um leiloeiro não tem uma resposta em salário. A remuneração vem da comissão, 5% sobre cada lance vencedor, paga pelo arrematante, e o rendimento é o volume vendido no mês menos o custo de montar o pregão. Quem tem contrato de banco, seguradora ou órgão público vende centenas de lotes por mês e fatura alto; quem acabou de se matricular, sem comitente, pode passar meses sem pregão.

Este texto explica de onde vem a comissão, o que muda no leilão judicial, faz a conta com carros e com imóveis, lista o que sai antes de sobrar alguma coisa e mostra como ficam o preposto e o leiloeiro rural.

Aqui estão a origem da comissão e quem paga, a diferença no judicial, os exemplos com carro e com imóvel, e a tabela por tipo de pregão. Entram as despesas que saem da comissão, preposto e leiloeiro rural, a ordem para crescer, os valores por faixa e as dúvidas mais frequentes.

Quanto ganha um leiloeiro: a comissão de 5%

O decreto de 1932 que regula a profissão fixou a comissão em 5% sobre o valor da venda, a cargo do comprador, quando não houver outro ajuste. É esse percentual que aparece em quase todo edital: o arrematante paga o lance ao vendedor e, à parte, a comissão ao leiloeiro.

Em alguns contratos o vendedor também paga uma parcela, chamada de comissão do comitente, que não aparece para o público e pode ir de 1% a 3%. Nem sempre o percentual é fixo: há editais com 2% ou 3% em lotes de valor alto, e há valor mínimo por lote em pregão de bens pequenos, para o serviço não sair de graça.

O que muda no leilão judicial

Quando o bem é vendido em processo, o juiz fixa a comissão, e o Código de Processo Civil manda que ela seja paga pelo arrematante e não entre no valor da arrematação. Os tribunais costumam fixar os mesmos 5%, mas vários têm tabela própria com percentuais menores conforme o valor, e o leiloeiro judicial precisa estar credenciado no tribunal, o que envolve cadastro, sorteio ou rodízio.

Quando o devedor paga a dívida depois de o pregão estar marcado, o leiloeiro recebe uma comissão reduzida pelo trabalho feito, fixada pelo juiz. O judicial dá volume constante a quem está credenciado, e é a porta de entrada de muitos leiloeiros sem contrato privado.

Nos pregões de imóvel, um único lote pode render mais que uma tarde inteira de carros, e é aí que a diferença de volume entre estados aparece. Uma página de leilão de imóveis na Paraíba, com os lotes por cidade, leiloeiro, edital e data, mostra quantos imóveis cada profissional leva a pregão por mês, o que dá uma ideia concreta do faturamento de quem trabalha ali.

Comparativo por tipo de pregão

Comissão e volume típico
PregãoComissãoVolume típico por evento
Veículos de seguradora5% do arrematanteR$ 500 mil a R$ 3 milhões
Imóveis de banco5% do arrematanteR$ 1 a R$ 10 milhões
JudicialFixada pelo juizUm ou poucos bens
Detran e órgão público5%, às vezes menosR$ 200 mil a R$ 2 milhões

Exemplos com carros e com imóveis

Um pregão de seguradora com sessenta veículos a uma média de R$ 25 mil soma R$ 1,5 milhão em lances, e a comissão de 5% dá R$ 75 mil brutos. Um leilão de banco com vinte imóveis a R$ 200 mil soma R$ 4 milhões e rende R$ 200 mil brutos, num único dia. Já o leiloeiro judicial que vende um imóvel de R$ 300 mil por mês recebe R$ 15 mil.

O que separa os três não é a taxa, é o comitente. Seguradoras e bancos entregam lotes toda semana a poucos leiloeiros, escolhidos por licitação ou credenciamento, e é esse contrato que separa quem fatura milhões por ano de quem vive de dois pregões judiciais por mês.

O que sai antes de sobrar

A comissão é bruta. Dela saem a plataforma de leilão on-line, que cobra de 1% a 3% sobre as vendas ou mensalidade a partir de R$ 500; o pátio e a guarda dos veículos; a publicação de editais em jornal e diário oficial; a equipe de pregão, vistoria, fotografia e atendimento; e o escritório. Saem também os impostos, porque o leiloeiro é pessoa física e recolhe pelo carnê, ou organiza a estrutura em empresa de serviços auxiliares, já que não pode ter empresa comercial.

Um leiloeiro médio, com pregões semanais de veículos, fica com trinta a cinquenta por cento da comissão bruta depois de tudo. O iniciante, que paga a estrutura sem volume, fica com menos ou com nada nos primeiros meses.

Preposto e leiloeiro rural

O preposto é o auxiliar nomeado pelo leiloeiro, até dois por matrícula, que conduz o pregão em nome dele e recebe salário ou percentual combinado, em geral de R$ 3 mil a R$ 8 mil por mês nos escritórios grandes. Já o rural, com matrícula própria, leiloa gado e bens agrícolas e cobra comissão do comprador e do vendedor, com volumes altos em região pecuária. Em feira de gado, uma tarde pode passar de dez milhões em lances.

Em ordem, para crescer na profissão

  1. Trabalhar como preposto por um ou dois anos, para aprender o pregão sem bancar a estrutura.
  2. Obter a matrícula na Junta Comercial e o credenciamento nos tribunais do estado.
  3. Montar a plataforma on-line e a equipe mínima, e aceitar pequenos comitentes privados.
  4. Construir histórico de vendas e de prazo de repasse, que é o que a licitação de banco pede.
  5. Concorrer aos contratos de seguradora, banco e órgão público, onde está o volume.

O passo quatro é o que leva mais tempo: comitente grande escolhe pelo histórico, e ele só se constrói com pregões pequenos feitos sem erro.

Os valores por faixa

Iniciante, só com judicial e pequenos lotes, fica em geral entre três e dez mil reais brutos por mês, com meses de zero. Estabelecido, com pregões semanais de veículos ou imóveis de um comitente médio, entre trinta e cem mil brutos, e de doze a cinquenta mil líquidos. Os poucos com contrato de grandes bancos e seguradoras passam de meio milhão bruto por mês, com dezenas de funcionários.

A caução na Junta, entre dez e cinquenta mil, e a estrutura inicial, de vinte a oitenta mil, saem antes do primeiro pregão.

Perguntas frequentes sobre o rendimento

Quanto ganha um leiloeiro por leilão?

Cinco por cento sobre o total dos lances, em regra. Um pregão de R$ 1 milhão rende R$ 50 mil brutos, e de trinta a cinquenta por cento disso sobra depois das despesas.

Tem salário fixo?

Não. O leiloeiro é profissional autônomo matriculado na Junta Comercial e vive só da comissão. Sem venda, não há renda, e sem comitente, não há venda.

Quem paga a comissão?

O arrematante, à parte do lance. No extrajudicial, o vendedor pode pagar uma parcela adicional combinada em contrato.

O judicial paga menos?

O percentual é parecido, fixado pelo juiz, mas o volume é menor, um ou poucos bens por processo. Serve de base para quem começa.

Quanto ganha o preposto?

De três a oito mil reais por mês nos escritórios estabelecidos, em salário ou percentual, sem matrícula própria.

Dá para viver disso no começo?

Com dificuldade. Os primeiros meses costumam ter mais despesa que comissão, e por isso a maioria começa como preposto ou mantém outra renda.

Resumo

Quanto ganha um leiloeiro é a comissão de 5% sobre os lances, paga por quem arremata, multiplicada pelo volume que os comitentes entregam, menos plataforma, pátio, editais, equipe e impostos. Iniciante com judicial fica entre três e dez mil brutos por mês; estabelecido, entre trinta e cem mil; contratado de grandes bancos e seguradoras, muito mais. O preposto recebe salário, o leiloeiro rural tem matrícula própria, e o caminho para o volume passa por histórico construído em pregões pequenos feitos sem erro.

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