O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, de 70 anos, afirmou que sua pré-candidatura a deputado federal em 2026 não tem o objetivo de resgatar sua imagem após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. “Não estamos voltando para ter resgate de nada. É porque há uma necessidade de ampliar a bancada do PT”, disse ele em entrevista nesta segunda-feira (15).
Preso duas vezes, Soares quer concorrer por Goiás, seu estado natal. Ele não será o único condenado no mensalão a tentar uma vaga na Câmara dos Deputados. O ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado federal João Paulo Cunha também devem disputar as eleições.
Durante a conversa, Delúbio defendeu sua inocência e se referiu ao mensalão como “ação penal 470”, número do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a denúncia foi o início de uma perseguição política ao PT. Ele admite a existência de caixa dois em campanhas petistas e assume a responsabilidade pela prática.
Soares foi condenado a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa no mensalão, cumpriu mais de dois anos de pena e recebeu indulto em 2016. Em 2018, foi condenado pela Lava Jato a seis anos de prisão por empréstimos fraudulentos, mas a sentença foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2023.
O ex-tesoureiro afirma que não guarda mágoas de sua expulsão do PT, partido que ajudou a fundar e do qual ficou afastado entre 2005 e 2011. Ele foi recebido publicamente pelo presidente Lula em um evento do partido em agosto de 2025.
Delúbio diz que quer estar no Congresso para ajudar Lula a governar e aumentar a bancada progressista de Goiás. Entre suas pautas, estão a melhoria do serviço de energia no estado, a ampliação do transporte e a criação de um fundo soberano para a educação básica.
