O presidente Lula pode até apostar em palanque duplo nos estados, caso ambos os candidatos o apoiem para a reeleição, mas essa divergência não deixa de causar algum enfraquecimento para a esquerda e, por tabela, para a eleição nacional.
É com base nesse argumento que o presidente regional do PSB, Rodrigo Dias, acredita que o Planalto possa se decidir pelo apoio a seu candidato no Distrito Federal, o ex-interventor Ricardo Cappelli.
“Afinal de contas”, raciocina Rodrigo Dias, “isso acontece hoje em alguns estados, como no Rio Grande do Sul, em favor de Juliana Brizola, do PDT, e já prevaleceu no próprio Distrito Federal na eleição passada, quando o PV emplacou Leandro Grass como candidato único”.
Para Rodrigo Dias, a decisão pode decorrer da colocação da candidatura, pelo partido aliado, como sua própria prioridade nacional. Foi o que aconteceu com o PV e pode acontecer com o PSB, cuja direção federal já manifestou aos petistas sua intenção de eleger Cappelli.
O PSB acredita que, com o reforço dado à sua nominata, conseguirá eleger ao menos dois distritais. Conta com a reeleição de Dayse Amarílio e a eleição de mais um.
Sua nominata inclui o presidente regional Rodrigo Dias e uma série de novos filiados, ao menos um deles já bem votado em eleição anterior, quando concorreu pelo PSOL.
Na Câmara dos Deputados, o PSB tem ao menos três nomes competitivos: o ex-governador e senador Cristovam Buarque, o também ex-governador e hoje deputado Rodrigo Rollemberg, e o professor Israel Batista, que já foi deputado, mas não se reelegeu.
A definição do apoio a Cappelli é vista como um ponto importante para a articulação política do governo na capital federal. O cenário local tem sido alvo de discussões entre os partidos da base aliada.
Analistas apontam que a movimentação do PSB reflete uma estratégia para consolidar sua força no Distrito Federal, buscando ampliar sua bancada no legislativo local e federal.
