O Brasil registrou déficit de US$ 6,036 bilhões em transações correntes no mês de março, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira, 24. O resultado negativo veio depois de um saldo de US$ 5,592 bilhões negativo em fevereiro.
O rombo ficou acima da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que esperava déficit de US$ 5,620 bilhões. As estimativas, todas negativas, variavam de US$ 7,300 bilhões a US$ 4,100 bilhões.
O resultado de março também foi pior que o registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit foi de US$ 2,930 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre de 2026, de janeiro a março, a conta corrente apresenta saldo negativo de US$ 20,270 bilhões. Em 12 meses, o déficit passou de 2,61% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro para 2,71% em março, o maior patamar desde janeiro (2,84%).
Pela metodologia do BC, a balança comercial teve superávit de US$ 5,620 bilhões em março. A conta de serviços apresentou déficit de US$ 4,785 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 7,384 bilhões, e a conta financeira, em US$ 6,170 bilhões.
O BC projeta déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes em 2026, equivalente a 2,2% do PIB, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. A estimativa considera superávit comercial de US$ 73 bilhões, déficit de US$ 54 bilhões na conta de serviços e de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.
A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) totalizou US$ 6,037 bilhões em março. O valor ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, que era de US$ 6,70 bilhões, com estimativas entre US$ 5,800 bilhões e US$ 9,187 bilhões.
No primeiro trimestre de 2026, a entrada líquida de IDP soma US$ 21,026 bilhões. Em 12 meses, o montante atingiu US$ 75,660 bilhões, o equivalente a 3,18% do PIB.
O BC prevê que o IDP totalize US$ 70 bilhões em 2026, ou 2,7% do PIB, segundo o RPM do primeiro trimestre.
