Corinthians e Palmeiras empataram por 0 a 0 na Neo Química Arena, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida foi marcada por um clima de confronto, com muitos lances ríspidos e poucas jogadas de qualidade. Os times tiveram mais faltas do que chances claras de gol.
A partida registrou um total de 30 faltas, sendo 17 do Corinthians e 13 do Palmeiras. O jogo teve duas expulsões de jogadores corintianos, o que permitiu ao Palmeiras pressionar mais no final, sem conseguir romper a defesa adversária. O placar permaneceu zerado.
Durante a maior parte do primeiro tempo, o Corinthians controlou as ações contra um Palmeiras que começou retraído. O time da casa mantinha a posse de bola e trocava passes, chegando à área palmeirense algumas vezes, mas sem criar oportunidades perigosas de fato.
Houve várias sequências em que a bola saía da defesa corintiana, muitas vezes recuando até o goleiro Hugo Souza. Essa construção ficou mais difícil quando o Palmeiras passou a marcar mais alto, na parte final do primeiro tempo. Mesmo com mais presença ofensiva, o time visitante não conseguia articular jogadas e dependia de bolas levantadas na área.
O jogo teve um momento de tensão depois de uma falta marcada para o Corinthians no meio-campo. O jogador André fez um gesto obsceno na direção de um adversário. O árbitro Flávio Rodrigues de Souza revisou o lance no VAR e expulsou o meia do Corinthians.
Com um jogador a mais, o Palmeiras passou a controlar melhor o jogo, mas mais anulando o Corinthians do que criando jogadas. O ritmo continuou truncado, com muitas interrupções. O primeiro tempo terminou com 21 faltas e apenas dois chutes, ambos do Corinthians, sendo só um no alvo.
O segundo tempo começou com mais emoção. Os goleiros Carlos Miguel e Hugo Souza foram acionados e fizeram boas defesas nos primeiros minutos. Kayke, do Corinthians, e Allan, do Palmeiras, tiveram lances individuais de perigo.
Essa fase melhor do jogo foi interrompida por uma nova sequência de faltas. Após uma falta de Matheuzinho em Flaco López, o lateral do Corinthians deu um tapa no rosto do atacante. Inicialmente, o árbitro mostrou o segundo cartão amarelo, mas, após consulta ao VAR, mudou para cartão vermelho direto.
Com dois jogadores a menos e obrigado a se defender, o Corinthians criou sua melhor chance em um contra-ataque de Yuri Alberto. O atacante ficou frente a frente com o goleiro Carlos Miguel, mas teve sua finalização defendida.
Na etapa final, o Palmeiras pressionou em busca do gol. Hugo Souza defendeu um cabeceio de Flaco López. Uma falta de Andreas Pereira também gerou perigo, mas a defesa corintiana formou um bloqueio e garantiu o empate sem gols.
Os times agora se voltam para a Copa Libertadores. O Corinthians joga na quarta-feira, contra o Santa Fe, em casa. O Palmeiras também atua em sua arena, enfrentando o Sporting Cristal.
CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS
CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro (André Carrillo); Kayke (Jesse Lingard) e Yuri Alberto. Técnico: Fernando Diniz.
PALMEIRAS – Carlos Miguel; Giay (Luighi), Gustavo Gómez, Murilo e Khellven (Arthur); Marlon Freitas (Lucas Evangelista) e Andreas Pereira; Allan, Maurício (Felipe Anderson) e Ramón Sosa; Flaco López. Técnico: João Martins (auxiliar).
ÁRBITRO – Flávio Rodrigues de Souza (SP).
CARTÕES AMARELOS – Matheuzinho e Raniele (Corinthians); Marlon Freitas (Palmeiras).
CARTÕES VERMELHOS – André e Matheuzinho (Corinthians).
PÚBLICO – 46.263 torcedores.
RENDA – R$ 3.569.127,50.
LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
A partida reforça a disputa acirrada no Campeonato Brasileiro, onde cada ponto é valioso na luta pelos objetivos da temporada. Empates em clássicos como este impactam diretamente a classificação, mantendo a tabela ainda mais apertada. A atuação das defesas foi um ponto alto em um jogo de poucos acertos ofensivos, demonstrando a organização tática dos times mesmo em meio a um jogo truncado. As expulsões, por outro lado, mostram a dificuldade em manter o equilíbrio emocional em partidas de alta pressão e rivalidade.
