O Governo do Distrito Federal começa nesta terça-feira (4) as atividades da Célula Integrada de Inteligência para acompanhar as eleições de 2026. A criação da estrutura foi antecipada após a Operação Rede Interrompida, da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que investiga um grupo suspeito de planejar ações extremistas na capital.
Representantes de 22 instituições dos governos federal e distrital participam da primeira reunião de alinhamento da força-tarefa. O grupo vai integrar informações estratégicas, coordenar ações entre os órgãos e reforçar o monitoramento de possíveis ameaças ao processo eleitoral. A célula deve funcionar até o fim das eleições.
Segundo as instituições envolvidas, a antecipação foi necessária para ampliar a vigilância preventiva depois dos desdobramentos da operação policial. A ideia é dar mais agilidade na identificação de situações de risco, facilitar o compartilhamento de dados de inteligência e permitir respostas rápidas a ocorrências que possam afetar a segurança ou a normalidade da votação.
A estrutura vai operar em regime ininterrupto, com equipes presenciais e remotas. O grupo reúne representantes do Poder Judiciário, Ministério Público, forças de segurança, secretarias do Governo do Distrito Federal e ministérios federais. O modelo segue protocolos usados em grandes eventos e operações de alta complexidade, com foco na preservação da ordem pública e na segurança do processo eleitoral.
