A pastora Thalita Lemos, que se descreve como demonologista, chamou publicamente Nossa Senhora Aparecida de demônio. A declaração foi feita durante uma participação em um podcast dedicado a temas sobrenaturais.
Ela possui um ministério online com cerca de 70 mil seguidores. Durante a gravação, que contou com produção e equipamentos, ela incluiu a padroeira do Brasil em uma lista de entidades que considera infernais.
Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do país. A Basílica em sua homenagem, localizada em Aparecida do Norte, é considerada a segunda maior basílica católica do mundo em capacidade. Estima-se que existam cerca de 120 milhões de católicos no Brasil.
As declarações geraram uma reação intensa nas redes sociais. Denúncias em massa foram organizadas contra o perfil digital da pastora. Especialistas em direito começaram a discutir a configuração de um possível crime de intolerância religiosa.
Segundo a legislação brasileira, esse crime é tipificado e pode resultar em pena de um a três anos de reclusão. Até o momento, Thalita Lemos não se pronunciou publicamente sobre a polêmica, e seu perfil e seguidores permanecem ativos.
O caso reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão em confronto com o respeito às crenças religiosas. A Lei nº 9.459/1997, que define os crimes de intolerância religiosa, tem sido citada como base para as discussões jurídicas em torno das declarações.
A prática de proferir ofensas públicas a símbolos ou figuras religiosas de cultos tradicionais tem sido alvo de ação por parte do Ministério Público em outros casos semelhantes. A repercussão do caso evidencia a sensibilidade do tema em um país com grande diversidade religiosa como o Brasil.
