A Venezuela informou nesta sexta-feira (14) a libertação de 131 presos políticos, entre eles uma mulher acusada de participar de um atentado com drones contra o então presidente Nicolás Maduro. A ação ocorre após uma promessa feita na véspera pela chefe da delegação opositora nas negociações com o governo interino.
O Programa para a Paz e a Convivência Democrática “informa a concessão de medidas alternativas à privação de liberdade para um total de 131 pessoas que se encontravam sob regime de detenção”, afirmou o órgão, criado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
A libertação acontece em meio ao diálogo entre o governo e a oposição, que busca avançar em acordos para a normalização política do país. A promessa de soltura foi feita pela representante da oposição durante as conversas, que têm como objetivo reduzir a tensão e abrir caminho para negociações mais amplas.
Entre os liberados está uma mulher que havia sido acusada de envolvimento em um ataque com drones contra Nicolás Maduro, ocorrido em 2018. O caso foi um dos mais delicados nos últimos anos, envolvendo a segurança do então presidente.
O programa responsável pela medida é vinculado ao governo interino e tem atuado em ações relacionadas à pacificação e à convivência democrática. A soltura dos detentos é vista como um gesto de boa vontade no processo de negociação.
As autoridades não detalharam os critérios usados para a escolha dos beneficiados nem informaram se novas libertações estão previstas. A medida, no entanto, é considerada um passo importante para a continuidade do diálogo entre as partes envolvidas.
O caso segue sendo acompanhado por organismos internacionais, que monitoram a situação dos presos políticos na Venezuela. A libertação dos 131 detentos ocorre em um momento de expectativa quanto aos rumos das negociações entre o governo e a oposição.
