O novo presidente-executivo da Hapvida, Lucas Adib, apresentou um plano de atuação que chamou de “guerrilha” para tentar reverter a situação financeira da empresa. Em sua primeira teleconferência com investidores, ele afirmou que a companhia adotará estratégias diferentes em cada região do país, de acordo com o cenário competitivo local.
Adib assumiu o cargo em meio a uma forte pressão do mercado. A Hapvida enfrenta desafios como o aumento da sinistralidade e a necessidade de reestruturar suas operações. O novo CEO destacou que a abordagem regionalizada é uma forma de se adaptar rapidamente às condições de cada mercado.
A ideia é que a empresa atue de forma mais ágil e focada, priorizando ações onde a concorrência é menor ou onde há maior potencial de crescimento. A estratégia foi detalhada como uma tentativa de recuperar a rentabilidade da operadora de saúde, que vem perdendo valor nos últimos meses.
A declaração de Adib ocorreu no último dia 12 de maio, durante uma conferência que marcou sua apresentação oficial aos analistas e acionistas. A Hapvida não divulgou detalhes adicionais sobre as medidas específicas que serão implementadas em cada região.
Pressão sobre a operadora
A Hapvida tem sido alvo de críticas de investidores devido aos resultados financeiros abaixo do esperado. A empresa, que é uma das maiores operadoras de saúde do país, viu suas ações caírem nos últimos trimestres. A nomeação de Lucas Adib foi vista como uma tentativa de trazer uma nova liderança para lidar com a crise.
O plano de “guerrilha” mencionado pelo CEO sugere uma postura mais agressiva e descentralizada, em contraste com as estratégias uniformes que a empresa costumava adotar anteriormente. A expectativa do mercado é que as próximas divulgações de resultados mostrem se a abordagem está surtindo efeito.