Um tribunal militar da China condenou, nesta quinta-feira (7), os ex-ministros da Defesa Wei Fenghe e Li Shangfu à pena de morte com sursis. A informação foi divulgada pela imprensa estatal chinesa.
Wei Fenghe, de 72 anos, e Li Shangfu, de 68 anos, ocuparam o cargo entre 2018 e 2023. Ambos atuaram na Comissão Militar Central, órgão que supervisiona as Forças Armadas da China, e eram figuras frequentes na televisão.
As sentenças são as mais severas aplicadas a oficiais militares na campanha anticorrupção lançada pelo presidente Xi Jinping após sua ascensão ao poder no final de 2012.
Segundo a agência de notícias Xinhua, após dois anos de suspensão condicional da pena (sursis), as sentenças de ambos serão comutadas para prisão perpétua, sem possibilidade de redução ou liberdade condicional.
O tribunal considerou Wei Fenghe culpado de aceitar subornos. Li Shangfu foi considerado culpado de corrupção ativa e passiva. A Xinhua não especificou o valor dos fundos desviados.
Os dois ex-ministros também foram condenados à privação de seus direitos civis e à apreensão de todos os seus bens, acrescentou a agência.
A campanha anticorrupção de Xi Jinping já atingiu altos escalões do partido e das forças armadas. Em 2023, o ex-ministro da Defesa Li Shangfu foi removido do cargo sem explicações públicas, e sua investigação veio a público meses depois. Wei Fenghe, seu antecessor, também desapareceu da vida pública antes da condenação formal.
O Partido Comunista da China mantém sob sigilo os detalhes dos processos militares. As condenações ocorrem em tribunais internos, sem direito a defesa pública ampla. Organizações de direitos humanos criticam a falta de transparência judicial no país.
