Durante muitos anos, a presença brasileira em finais da Champions League era sinônimo de talento ofensivo e protagonismo na criação das jogadas. Kaká, Neymar, Ronaldinho, Roberto Firmino e Vinícius Júnior ajudaram a construir uma tradição que transformou o Brasil em personagem frequente da principal decisão do futebol europeu.
Neste sábado, na final entre PSG e Arsenal, o Brasil continuará presente, mas de uma forma diferente. Serão quatro brasileiros nos elencos da decisão: Marquinhos e Lucas Beraldo pelo clube francês, além de Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli pelo time inglês.
O número está longe do recorde histórico de seis brasileiros em campo numa final de Champions. A principal curiosidade está no perfil desses atletas. Dos quatro representantes do país, três são zagueiros. Em outras épocas, o destaque brasileiro aparecia do meio para frente. Agora, a força nacional está concentrada no setor defensivo.
Marquinhos e Gabriel Magalhães formam a dupla de zaga considerada titular da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. Lucas Beraldo surge como uma das alternativas da nova geração. A final da Champions servirá como uma prévia da defesa brasileira para o Mundial.
O recorde histórico de brasileiros numa final segue sendo de seis jogadores. A marca foi alcançada em 2022, na decisão entre Real Madrid e Liverpool, com Alisson, Fabinho e Roberto Firmino pelo clube inglês, além de Éder Militão, Casemiro e Vinícius Júnior pelo time espanhol.
Outras decisões também registraram forte presença nacional. Em 2017, a final entre Real Madrid e Juventus contou com cinco brasileiros. Em 2010, a decisão entre Inter de Milão e Bayern de Munique também reuniu cinco representantes do país.
O Brasil continua presente na maior final de clubes do planeta, porém com um DNA diferente. Se durante décadas exportou os artistas responsáveis pelos gols, desta vez os holofotes recaem sobre quem impede que eles aconteçam. Às vésperas da Copa do Mundo, os protagonistas brasileiros da Europa vestem cada vez mais a camisa dos zagueiros.
