Pressionado pela torcida do Cruzeiro antes, durante e depois do jogo com o Flamengo, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, o técnico Leonardo Jardim rebateu as críticas. Nesta quarta-feira, no Mineirão, ele foi chamado de “mercenário” pelos torcedores. Após a partida, Jardim explicou o motivo de ter deixado o time mineiro no final do ano passado para aceitar o convite do clube carioca.
“Criando um ódio muito grande, mas eu estou muito tranquilo. As duas partes (Cruzeiro e Jardim) entenderam não continuar. Minha intenção não era continuar no Brasil e por isso disse que não trabalharia mais aqui. Minha intenção era ir para o Oriente Médio, mas começou a guerra. Depois tive um convite do Flamengo, que é o maior clube da América do Sul e ninguém pode dizer não ao Flamengo”, afirmou Jardim em entrevista coletiva após o empate por 1 a 1.
O treinador avaliou o resultado como bom, já que a decisão ficou para a partida de volta, na próxima semana, no Maracanã. “Entendo que o resultado foi justo. Agora temos de repetir uma boa exibição em casa e obter o objetivo que é qualificar, diante de nossa torcida. Estamos no intervalo do jogo”, completou.
Jardim não confirmou se manterá a mesma escalação no Rio, com Bruno Henrique, Samuel Lino e Gonzalo Plata. “Temos 15 ou 16 titulares. Paquetá e Pedro estão entre eles, mas eu não posso falar do jogo com o Cruzeiro porque ainda tenho no final de semana o Mirassol pelo Campeonato Brasileiro em um duelo muito importante”, disse.
O empate deixou a disputa em aberto. O Flamengo joga por um novo empate para avançar, enquanto o Cruzeiro precisa de uma vitória para se classificar. A partida de volta está marcada para a próxima quarta-feira, no Maracanã.
