Quase 1,5 milhão de muçulmanos iniciaram nesta segunda-feira (25) os rituais do hajj, a peregrinação a Meca. O evento ocorre em meio a esperanças de um possível acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Os peregrinos, vestidos de branco, se reuniram na cidade sagrada do islã sob temperaturas que podem chegar a 47 graus. Eles começaram o dia com o rito do “tawaf”, que consiste em dar voltas ao redor da Kaaba, a estrutura cúbica preta na Grande Mesquita.
O início do hajj coincide com avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo de paz. A Arábia Saudita e seus vizinhos do Golfo enfrentam disparos de drones e mísseis iranianos, em represália ao ataque de Israel e dos EUA iniciado em 28 de fevereiro.
Riade tenta manter a política afastada da peregrinação, que conta com milhares de fiéis iranianos. Apesar da guerra, o número de visitantes superou o do ano passado, segundo autoridades sauditas.
O reino saudita permanece em alerta. O Ministério da Defesa afirmou que as forças de defesa aérea protegem o céu sobre os locais sagrados e garantem a segurança dos peregrinos.
Peregrinos ouvidos pela AFP expressaram esperança de paz. “O conflito no Irã afetou o mundo inteiro. Ninguém quer guerras”, disse Mohamed Shahada, egípcio de cerca de 50 anos.
O hajj é uma das maiores concentrações religiosas do mundo. Deve ser cumprido por todo muçulmano ao menos uma vez na vida, desde que tenha condições. O ritual inclui uma série de ritos em Meca e arredores.
Antes de chegar à cidade, os peregrinos entram em estado de pureza, o ihram. Os homens usam uma veste branca sem costuras. As mulheres vestem túnicas largas, na maioria brancas, deixando rosto e mãos descobertos.
O primeiro ritual são sete voltas ao redor da Kaaba. Depois, os peregrinos passam a noite em tendas com ar-condicionado em Mina. Na quinta-feira, seguem para o Monte Arafat, a cerca de 20 quilômetros de Meca, onde o profeta Maomé teria feito seu último sermão.
A Arábia Saudita arrecada bilhões de dólares com a peregrinação todos os anos.
