Em 2025, o Distrito Federal registrou 29 casos importados de malária, todos de viajantes. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que não há transmissão local da doença. Todos os pacientes foram tratados e curados, sendo que sete precisaram de internação. A pasta investigou 110 casos prováveis e realizou 211 atendimentos no total.
Os casos são de pessoas que viajaram para a região amazônica, especialmente áreas indígenas, e para a África, com destaque para Angola. Lá houve um surto em dezembro do ano anterior. Victor Bertollo, gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, explicou que “as ocorrências que aparecem no DF são de viajantes”.
São considerados suspeitos os casos com histórico de viagem para regiões endêmicas e sintomas como calafrios, febre alta, dores de cabeça e musculares, aumento dos batimentos cardíacos e do baço. Bertollo destacou a importância de o DF manter um serviço de atendimento especializado ininterrupto, mesmo sem transmissão local.
Dos 29 infectados, 19 moram no Distrito Federal e dez em outros estados: três de Goiás, três do Amazonas, um do Pará, um do Acre, um do Paraná e um de Santa Catarina. Todos foram diagnosticados na capital. As faixas etárias incluem dois idosos acima de 60 anos, um adolescente entre 15 e 19 anos, uma criança de 5 a 9 anos e o restante adultos de 20 a 59 anos. Houve 22 homens e sete mulheres. As ocupações variam entre garimpeiros, servidores públicos, policiais, empresários, cineastas e geólogos.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium. A transmissão principal é pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. Não há contágio direto entre pessoas, mas é possível por transfusão sanguínea, compartilhamento de agulhas infectadas ou da gestante para o bebê.
A rede de saúde do DF conta com uma equipe volante para atender suspeitas. Os contatos para testes são os telefones (61) 99145-6114 e 99221-9439. O tratamento usa fármacos antimaláricos ou terapias combinadas, com acompanhamento até a cura.
Viajantes que forem para áreas de risco devem procurar a Sala do Viajante no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) para orientações de prevenção. Quem retornou de regiões endêmicas nos últimos seis meses e apresentar sintomas deve ir a uma unidade de saúde e informar o destino da viagem.
