A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) reafirmou neste sábado, 30, que exerce controle total sobre a gestão do Estreito de Ormuz. As autoridades iranianas advertiram que qualquer tentativa de interferência por embarcações militares estrangeiras poderá resultar em ação direta das forças do país.
Em comunicado divulgado pelo Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando operacional da IRGC, Teerã declarou que a administração da rota marítima está sendo conduzida com plena autoridade pelas Forças Armadas da República Islâmica.
Segundo a nota, todos os navios, embarcações comerciais e petroleiros devem trafegar exclusivamente pelos corredores estabelecidos e obter autorização da Marinha da IRGC. O comando alertou que o descumprimento dessas regras poderá comprometer a segurança da navegação.
O comunicado também elevou o tom em relação à presença militar estrangeira na região. De acordo com o Khatam al-Anbiya, qualquer ação de embarcações militares destinada a interferir na gestão do Estreito de Ormuz ou a criar obstáculos ao tráfego marítimo “será alvo das Forças Armadas da República Islâmica do Irã”.
Mais cedo, autoridades de Omã emitiram um alerta após o avistamento de um objeto suspeito de ser uma mina naval em suas águas territoriais próximas ao estreito. A região é uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo, por onde passa cerca de um quinto do consumo mundial do produto.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma passagem obrigatória para navios petroleiros que saem de países como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. O Irã já ameaçou fechar a rota em momentos de tensão com os Estados Unidos e aliados ocidentais.
A declaração iraniana ocorre em meio a um aumento da presença naval de potências estrangeiras na região, incluindo operações de escolta de navios comerciais. Analistas apontam que a situação eleva o risco de confrontos no local, que já foi palco de incidentes envolvendo a apreensão de petroleiros e ataques a instalações petrolíferas nos últimos anos.
